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MITO E VERDADE SOBRE A SOJA

(Plantação de Soja)



Mito: Culturas asiáticas consomem grandes quantidades de soja.
Verdade: O consumo médio de soja no Japão e na China é de 10 gramas (aproximadamente 2 colheres de chá) por dia. Asiáticos utilizam a soja em pequenas quantidades, como condimento, e não como substituto para a proteína animal.

Mito: A soja fornece proteína completa.
Verdade: Como todas as leguminosas, a soja é deficiente em aminoácidos sulfurosos com a Metionina e a Cistina. Além disso, o processamento industrial desnatura a frágil Lisina.

Mito: Alimentos fermentados de soja pode fornecer a vitamina B12 para suprir as necessidades de dietas vegetarianas.
Verdade: O composto que lembra a vitamina B12 presente na soja não pode ser utilizado pelo corpo humano. De fato, alimentos provenientes da soja causam ao corpo uma necessidade maior de B12.

Mito: A fórmula nutricional para bebês feita de soja é saudável.
Verdade: Os inibidores enzimáticos da soja afetam a função pancreática. Dietas com elevado teor de tripsina, quando testadas em animais, levaram a uma paralisia do crescimento e desordens do pâncreas. Soja aumenta a necessidade de vitamina D do corpo, necessária para o fortalecimento dos ossos e para o desenvolvimento em geral. O ácido fítico também reduz a absorção do ferro e do zinco, igualmente importantes para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. E a megadose de fito estrogênios na fórmula infantil de soja tem sido implicada como um dos fatores da tendência do desenvolvimento sexual prematuro das meninas e do retardamento do desenvolvimento sexual dos meninos.

Mito: Derivados de soja podem ajudar a prevenir a osteoporose.
Verdade: Derivados de soja podem causar deficiências em cálcio e em vitamina D, ambos necessários para a saúde dos ossos.

Mito: Derivados de soja protegem contra diversos tipos de câncer.
Verdade: Um estudo feito pelo governo britânico relatou que não existe qualquer evidência que a soja protege contra câncer de mama ou qualquer outro tipo de câncer. De fato, derivados de soja podem resultar num aumento do risco de câncer.

Mito: Derivados de soja protegem contra doenças de coração.
Verdade: Em algumas pessoas, o consumo de soja irá reduzir o colesterol, mas não há qualquer evidência que as doenças do coração estejam ligadas ao aumento do colesterol.

Mito: O fito estrogênio da soja (isoflavona) é saudável.
Verdade: As isoflavonas são agentes que rompem o equilíbrio do sistema endócrino. Acrescentados na dieta, podem prevenir a ovulação e estimular o crescimento de células cancerígenas. Apenas 30 gramas (4 colheres de sopa) de soja por dia pode resultar em hipotireoidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e fadiga.

Mito: Derivados de soja são bons para as mulheres em seus anos pós-menopausa.
Verdade: Derivados de soja podem estimular o crescimento de tumores devido ao seu teor elevado de estrogênio, além do já mencionado déficit no funcionamento da tireóide. Uma tireóide debilitada é associada com dificuldades na menopausa.

Mito: Os fito estrogênios da soja podem melhorar a capacidade cerebral.
Verdade: Um estudo recente revelou que as mulheres com a maior quantidade de estrogênio em seu sangue apresentavam os menores níveis de função cognitiva. O consumo de tofu é relacionado com o crescimento da ocorrência da doença de Alzheimer em descendentes de japoneses.

Mito: A soja é boa para a sua vida sexual.
Verdade: Diversos estudos demonstraram que derivados da soja causam infertilidade nos animais. O consumo da soja estimula o crescimento dos cabelos em homens de meia idade, algo que indica redução nos níveis de testosterona. Donas de casa japonesas alimentam seus maridos consistentemente com tofu quando querem reduzir sua virilidade.

Mito: A soja é boa para o meio ambiente.
Verdade: A maior parte da soja cultivada hoje em dia é geneticamente modificada, o que amplia o uso de pesticidas e polui a biosfera.

Mito: O cultivo da soja é um auxílio para os países subdesenvolvidos
Verdade: Em países de terceiro mundo, o cultivo da soja toma o lugar dos cultivos tradicionais e transfere o valor adicional do processamento da população para as corporações multinacionais.

VEGANOS INCOMPREENDIDOS PELOS ANIMAIS

Este texto de autor vai nos dar uma ideia sobre a preocupação com os animais tida como precirsor para muitos se tornarem veganos ou melhor, Herbívoros Hominídeos.



Agora, vamos no ponto que realmente é nevrálgico a eles: a preocupação com o direito dos animais.

A essa altura, eu estou sendo taxado como um maníaco antiético, porque eu provei que alimentação vegan é não-natural. Afinal, pessoas éticas devem ter respeito para com animais, certo? Mas o que é ética e o que ela tem a ver com o mundo natural? E por que eu estou mencionando mundo natural?

É um assunto vasto e denso; então, procurarei resumir, sem ficar muito raso. Inúmeros tratados foram escritos sobre Ética, desde os tempos de Aristóteles. Cada um dando o seu palpite, mas que – em última análise – trata-se das relações do homem com a sociedade na qual ele está inserido. Ou seja, é um conceito extremamente subjetivo, pois o que pode parecer ético em uma sociedade pode não o ser em outra. Assim, a sua relação com seus vizinhos será diferente da relação de um beduíno com os seus primos, ou de um tibetano com os moradores da mesma vila. Ética é uma coisa, moral é outra e justiça é outra totalmente diferente, e nenhuma delas está diretamente relacionada com as demais. O que rege tudo isso é a evolução comportamental de um determinado grupo em questão. Assim, quando você mata um indivíduo, trapaceia, rouba velhinhas, bate em aleijados, estupra crianças, entre outras coisas lindas desse quilate, você está saindo do que a sociedade onde você está inserido tem como parâmetro de “certo”. Você queda-se à margem da sociedade, tornando-se um marginal (etimologicamente falando). Mas nem sempre a falta de ética é motivo para punição.

Sendo um médico, é antiético você falar mal de outro profissional, mesmo que o outro seja um salafrário, cachorro, estúpido, ridículo, bandido, sem-vergonha, trapaceiro, ladrão e explorador de pessoas doentes, fazendo com que os tratamentos sejam longos, dando diagnósticos errados (por imperícia ou mau-caratismo mesmo). A ética médica regula isso, mesmo que você queira ser honesto e alertar o paciente, isto é, por mais que você queira agir certo, você é impedido por princípios éticos de sua profissão. É errado, mas não culpem a mim por isso.

Isto posto, vamos fazer uma viagem ao mundo natural. Por que seria antiético André comer um bife? A resposta na ponta da língua vegan seria por causa do sofrimento do animal. Hummm, ok. Então, vejamos a imagem abaixo:


Leões se banqueteando com um búfalo. Fazem ideia do que é ser atacado por um leão? Ser rasgado vivo e o bicho começar a devorá-lo, quando a presa nem ao menos morreu direito… não deve ser algo agradável. Bom, até que é agradável… pro leão! Ele precisa comer, e, não, a Natureza não é boazinha. Existe, inclusive, o caso de formigas que escravizam (sim, você leu certo!) outras formigas[1] [2] [3]. Pois é, não é só o ser humano que é canalha, mas quem disse que o mundo natural tem que ser delicadinho?

Claro que isso poderá abrir margem para uma falácia da falsa dicotomia. Não justifica o caso que um ser humano possa escravizar outro. Lembram-se do conceito de Ética dado acima? Pois bem, há alguns anos, não era nada antiético ter escravos. Aliás, em algumas culturas é plenamente normal ter escravos (na Antiga Atenas, cerca de 80% da população era constituída de escravos, e nem Aristóteles ou Platão escreveram uma linha contra isso. Pelo contrário!); no entanto, como eu falei antes, o que é “normal” numa cultura, pode não ser em outra cultura. Quanto à Natureza? Ela está pouco se lixando se você mata o seu vizinho ou não. Alguns insetos até travam guerras entre si[4].

Há algo de errado na Natureza? Talvez não. Vida se alimenta de vida para continuar viva. Não importa o quanto achemos que um coelhinho se eu fosse como tu seja fofinho. Harpias não só os acharão fofinhos, como deliciosos:


Aqui começa o apelo melodramático. Onde os adeptos da religião vegan apelam pro sentimentalismo tosco, mostrando fotos de bezerrinhos recém-nascidos. Dizem que somos especistas por preferir seres humanos àquelas doces criaturinhas. Lindo, não? Lindamente falacioso!

A resposta para essa empatia com os bezerros é simplesmente fruto de nossa herança evolutiva. Traçamos um paralelo entre os lindos bezerrinhos e nossos próprios filhos. Ambos são pequenos (relativamente, claro), ambos precisam de cuidado, ambos são mamíferos (opa!), ambos têm desenvolvimento similar. Nós possuímos um desenvolvimento maior por que quando criança nós brincamos mais, manipulamos peças, descobrimos o mundo. Cada etapa é um aprendizado e isso cria novas ligações sinápticas, desenvolvendo mais ainda o nosso cérebro. Em suma: quanto mais aprendemos, mais temos condições de aprender.

Também mostram cartazes relacionando cães e bois no mesmo grau de afetividade, como no cartaz ao lado, o que é interessante, pois estes mesmos vegans SÃO CONTRA ter animais de estimação, pois os estamos “escravizando”[5]. Este povo é tão ridiculamente idiota que defende que alimentemos cães e gatos (decididamente carnívoros) com alimentação vegan![6] [7] Que classe de pessoas é essa que defende o direito animal e não respeita a sua biologia, impondo as mesmas loucuras? Que espécie de idiotas é essa que critica pessoas que vestem seus animais com roupinhas similares às nossas, mas querem mudar os hábitos alimentares moldados por milhões de anos de evolução biológica? Estamos vendo bem o que a falta de proteína animal fez com o encéfalo dos vegans. Mais para ferente eu voltarei a essa questão dos animais de estimação.




Agora, vamos acabar com as falácias vegans.

Ai, que lindinha! Cuti-cuti-cuti! Quem quer dar um beijinho?

Pois é. Ninguém gosta de cobras. Tanto é que ficou conhecida como símbolo da maldade, não só na Bíblia, como em muitas culturas (mas não em algumas outras). Isso, possivelmente, deriva de nosso medo herdado de nossos ancestrais, quando estes eram presas das cobras (sim, cobras também não são nada éticas quando estão com fome). Ninguém vê cobras com afinidade, ninguém quer pegá-las no colo, ninguém gosta de pensar nesse distinto animalzinho se esgueirando até você e subindo pela sua perna. Tá, ok. Algumas sociedades hindus criam cobras, apesar de tal criação como bichinho de estimação ser proibido desde 1972, mas preservemos a ideia que cobras são mortíferas e perigosas e quase todos as querem bem longe. De qualquer forma, dificilmente vegans usarão a foto de uma cobra para mostrar que você deve ser ético.

Aliás, que mané ética? Vegans ficam nesse blábláblá defendendo animais, mas eles não desdenham em usar inseticidas e venenos pra ratos!

“Ah, mas aí é diferente! Eles transmitem doenças.”

Então, vamos matar cães também, já que transmitem raiva (qualquer mamífero pode transmitir raiva). Matemos pombos, pois eles transmitem toxoplasmose (eu detesto pombo!). Vamos matar gatos, pois eles podem nos arranhar. Vamos matar logo os toscos seres humanos, pois eles também transmitem doenças. Se for assim, podemos matar qualquer animal, pois alguma doença será transmitida por eles. Ética, hein? Só quando interessa! No link acima de número [6] o autor joga uma conversa fiada que “éticos vegans” não matam moscas, apenas as pegam como quem pegaria uma borboleta com um puçá e a libertaria fora de casa. Ok, meu filho, fique o dia inteiro caçando mosca, sim? Tente isso com mosquitos. Se aparecer um rato em sua casa, convide-o para um almocinho vegan.

Só sendo muito sarcástico para com esse tipo de gente “ética”.

De outra partida, façamos um experimento mental (sendo apenas mental, ninguém sairá ferido), só que usaremos um cão ao invés de um bezerro. Imaginem a situação: Duas casas pegando fogo. As chamas estão descontroladas. Um ético vegan está mais perto de uma, com um cãozinho latindo desesperado. Na outra casa, um pouco mais longe, uma criança de 10 anos berra alucinadamente. Ambos são seres vivos. Ambos são animais. Somente um pode ser salvo a tempo.

A questão é: Qual dos dois você, vegan, salvará? Para qual casa você correrá primeiro? Avalie sua ética, meu caro vegan, e me responda. Depois veremos quem será o especista. Segundo Wittgenstein, não existe problema filosófico ou moral, portanto, você não terá muitos problemas em decidir pelo correto, não é mesmo?

Sejamos francos qual ser vivo não é especista e não vise a sobrevivência de sua própria espécie. E ainda digo mais: cada membro de cada espécie preocupa-se mais em preservar a si mesmo, muitas vezes praticando canibalismo! Até mesmo protozoários tendem a ser canibais, mediante alguma pressão evolutiva e, segundo algumas teorias, foi assim que teria surgido as primeiras reproduções sexuadas com fertilização (cf. MARGULIS, O que é sexo? Ed. Jorge Zahar). Entretanto, como os “reis da ética” sempre gostam de pagar lições de moral, eu ainda gostaria muito de saber, com base no experimento mental supracitado: Quem viverá? O cãozinho bonitinho ou o ser humano que come carne, polui o ambiente, assassina bebês foca, mata piolho e urina em postes (se bem que cães também urinam nos postes)? Tudo bem, não estou sendo imparcial. Mudemos o cenário. Duas casas pegando fogo, cada uma de um lado da rua. O vegan ético está bem no meio da rua e tem que decidir se correrá para a casa de uma calçada ou para a casa da outra calçada. Ele consegue ver bem quem está em cada casa: em uma, a criança humana, na outra, o cãozinho fofinho. Quero saber: Para qual casa o ético vegan correrá primeiro? Vegans não podem responder a isso; no máximo usarão algum apelo melodramático de novela mexicana de quinta categoria.

Como adeptos de uma religião pós-moderna, eles se recusam a olhar qualquer situação sobre outro prisma (oh, meu deus! Os lindos ratinhos brancos!). Eles sempre terão uma visão idílica sobre a Natureza, não importando o quanto você mostre as coisas mais feinhas (sai pra lá, inseto desgraçado!). Usam de dois pesos e duas medidas. É como o pessoal que defende o bem e a paz que as religiões trazem, mas “esquecem” dos homens-bomba, o fanatismo religioso, as guerras travadas em nome das religiões etc. Ah, mas não eram religiosos de verdade. Se… Com os seguidores da religião vegana não é diferente, principalmente quando a barra começa a pesar pro lado deles, em cujo momento tentam escapar pela tangente com o eterno blábláblá sentimentaloide, alegando que animais possuem senciência, pois sentem dor e coisa e tal. Mas e os demais seres vivos?

Plantas – alegam os vegans – podem ser consumidas sem dó nem piedade, pois elas foram criadas (Design Inteligente?) para servirem de alimento. Só que muitos vegetais, apesar de não possuírem sistema nervoso central, respondem a estímulos, como é o caso da Dormideira (Mimosa pudica L), que basta um leve toque e ela já se fecha. As inúmeras plantas “carnívoras” (plantas são antiéticas?) reconhecem quando não conseguem extrair nutrientes necessários do solo (como nitrogênio inorgânico, por exemplo), e possuem verdadeiras armadilhas que aprisionam e devoram insetos. Há, inclusive, pesquisas que visam determinar que algumas plantas reagem ao som de música clássica, por exemplo. Confesso que, do meu ponto de vista, a pesquisa é questionável, mas também é questionável dizer que devemos ter pena dos animais (mas só alguns), pois eles são sencientes e sofrem. Quer dizer que se eles não sofrerem dor, eu posso passar o rodo, então? Onde começa a senciência dos animais? Onde eu posso utilizá-los a meu bel-prazer, sem problema ou dor de consciência? Mais uma vez, com a palavra, os vegans.

Levemos em conta ainda que algumas plantas “não querem” ser comidas. Por isso, a Seleção Natural privilegiou aqueles espécimes que possuíam um sistema de defesa, quer sob a forma de espinhos, quer sob a forma de toxinas. Mas os vegetais não são mais saudáveis? Eu falei na página anterior o que acontece se ingerirmos feijão e mandioca sem tratá-los adequadamente. E, obviamente, alegarão que desenvolvemos métodos culinários para isso. Mas reitero o meu ponto: se são tão mais saudáveis, por que alguns deles podem nos matar em questão de minutos? E por que é preciso de cozimento, se o domínio do fogo demorou muito, muito tempo? Levando isso em conta, é significativo que devemos ser cruéis com os animais? Podemos fazer despachos, meter-lhes a marreta, sangrarmos, colocar venenos para cães de rua, atirar em gatos com chumbinho e dar uma porrada na bunda de um cavalo?

A questão é que a relatividade moral está encerrada em grupos e não em indivíduos. Isto significa dizer exatamente o que eu falei antes: que os conceitos morais e éticos variam de sociedade para sociedade. Claro que isso não exclui o fato de algumas coisas serem erradas seguindo nosso modo de ver, em nossa sociedade. Assim, aquilo que eu chamo de “Macumba Judaica”, que engloba os rituais do Yom Kipur é algo totalmente desnecessário. Matar galos, peixes etc. só para… para o quê, mesmo? Da mesma forma que outros rituais sem sentido, sacrificar um animal em honra a um deus qualquer não é algo que se possa ter como “aceitável”, começando pelo fato que ninguém sabe se tal entidade existe (mas, provavelmente não). Da mesma forma, o emprego de selvageria para matar animais indefesos pode servir para auto-afirmação de uma masculinidade de caráter questionável. Ambos beiram o sadismo, e podem ser reflexo de personalidades doentias, capazes de perpetrar ações más a qualquer um.

Mas, espere um instante! Qual é a diferença entre dar um teco num pombo e abater um boi?

Toda ou nenhuma, dependendo do ponto de vista. Se você me perguntar em termos simples de vida e morte, não há, de fato, diferença. Só que as coisas não são simples.

O abate de gado para alimentação (que eu demonstrei ser essencial na dieta humana) não é feito de modo selvagem e sádico – ao contrário do que a apocalíptica religião vegan alardeia -, a não ser em abatedouros clandestinos. Para isso existe fiscalização (se essa fiscalização é falha, é outra história). Assim, o animal é abatido da forma menos traumática possível. O boi – que é um touro que passou por uma terrível decepção – é abatido de forma pouco dolorosa, embora eu conceda que alguma dor existe, mas eu demonstrei acima que muito pior a Natureza faz. Assim, eu sou antiético? Não há resposta em níveis lógicos, pois a Lógica não ajuda nessa questão, nem os conceitos morais, éticos e filosóficos. Talvez, no futuro, toda a nossa alimentação será sintética, sem a necessidade de matarmos mais nenhum animal, onde nós seremos alvo de vergonha de nossos descendentes, ou não. Só que atualmente precisamos, e isso é fato! Postar cartazes de lindas mulheres beijando uma berinjela (um tanto quanto freudiano, se prestarem atenção) não fará diferença no mundo natural. Precisamos, enquanto entidades biológicas, dos alimentos de origem animal. Ponto.

Uma coisa interessante salientar é que o gado (de abate, leiteiro etc.) só existe pela pressão seletiva do meio e das necessidades do homem. O que isso significa? Muito simples: a espécie das lindas vaquinhas só existe após milênios de seleção natural e seleção artificial. E não só as vaquinhas, mas cães, gatos, pássaros, peixes, crustáceos etc. Em termos de História Ambiental, todos os ecossistemas foram alterados desde que o Homem pisou pela primeira vez na Terra. E não só os seres humanos, pois no caso de espécies invasoras também ocorre mudança no ecossistema. É nisso que se sustenta uma teoria sobre o que aconteceu na Ilha da Páscoa.

Vegans têm a mania idiota de alegar que escravizamos os animais (coisa que eu provei que eles já fazem entre si, e com referência sólida). Mas a verdade é que vivemos numa imensa, e necessária, simbiose (não necessariamente endossimbiose). Bem, deixem-me contar-lhes sobre os cães. Eles são descendentes diretos dos lobos. Ao invés de imaginarmos uma cena onde nós, malditos seres humanos, escravizamos lobos para servirem em nossos rituais mágicos, até que fossem formados os cães, aconteceu algo um tanto diferente. Eles é que nos adotaram.

Registros arqueológicos mostram que os lobos começaram a seguir os nômades humanos Afinal, estes tinham alimentos, fogo (luz e proteção) e abrigo. Os primeiros homens podem ter matado alguns lobos, assim como alguns lobos podem ter tentado ter alguns humanos pro jantar. Com o tempo, os homens acharam legal ter sua companhia. Jogavam seus restos de comida pros lobos e estes agradeciam efusivamente. Aos poucos, chegaram mais e mais perto. Ajudavam a espantar outras feras, enquanto os humanos usavam o fogo para espantar feras maiores ainda. Foi um bom relacionamento e só deu certo ao longo desses milênios. Estabelecemos amizade com os lobos, que aos poucos (por pressão seletiva, natural e artificial) se tornaram nossos companheiros. Recomendo a edição nº 120 da National Geographic Brasil (março de 2010), que traz um interessante artigo sobre isso. Ou não. Deve ser alguma propaganda anti-vegan propalada por carnívoros sem moral ou ética. A decisão é de vocês.

Confesso que gosto muito de gatos. Eles são arrogantes, inteligentes, independentes, carinhosos (quando querem) e fiéis; mas o cães, também confesso, conquistaram uma amizade sem precedentes. O termo “fidelidade canina” serve bem para exemplificar a sua importância. São amigos, companheiros, defensores, cuidavam e ainda cuidam de nossos filhos, guardam nossas casas, dormem fora, mas alguns dormem dentro. Nos ajudavam a caçar, dar alarme contra invasores, uivavam ao menor perigo, lamentavam-se por uma caçada improdutiva, avisavam se o tempo mudaria, puxavam nossos trenós, faziam-nos companhia, consolavam-nos, olhavam para nossos olhos e víamos que os seus era o reflexo de nossas próprias almas. Por que não ter um cão? Qual o crime de termos um animal de estimação, se cuidarmos dele com atenção, amor e carinho? Conheço muitas pessoas que tratam melhor os seus cães do que o próprio filho. Vegans ainda acharão que isso é escravidão, o que me força a vê-los com pena, pois não devem ter muitos amigos, não se dão ao luxo de ter a companhia de um cão ou um periquito. Os únicos amigos que possuem são outros membros de sua religião, para falar exatamente da religião vegan, tentando subsídios para se justificarem dia após dia, como qualquer religioso fanático. Não desfrutam da alegria de ir passear com seu amigo peludo num parque, brincar de jogar freesbe, pescar (ops! Pesca não é vegan!), não pode ter um amigo aconchegado perto dos pés, ou até que durma ao pé da cama. Alguns dormem literalmente aos pés, dividindo cama, compartilham nossa comida, vibram quando chegamos e ficam tristes quando temos que sair.

Mas, não. Para a religião vegan tudo isso é criminoso! Vamos libertar os cães. Vamos deixar aquele poodle lindinho no mundo afora, de modo que ele consiga sobreviver sozinho (se alimentando de forma ética e saudável, sem ferir nossas amiguinhas vacas). Seus antepassados conseguiram facilmente, quem sabe se o poodle de hoje não reaviva alguma memória guardada em seus genes? Bem, se ele não fizer isso, Darwin estará de olho. Ou o poodle bonitinho esteja pronto para enfrentar a vida sem nós, humanos, ou ele perecerá em questão de dias, de fome, sede e frio. O que é mais cruel? Se tem um grupo realmente especista são os vegans, pois eles acham que são melhores que os demais e se puseram na posição de guardiães da vida animal, mas só alguns. Eles escolhem quais as espécies merecem seu pseudocarinho, pois amor e carinho mesmo é algo que vegans não têm e jamais terão. O que eles possuem são egos do tamanho do Himalaia, e tão inóspitos e vazios quanto.

Assim, vegans não se importam com os animais. Eles se importam apenas com sua ideologia retardada, criada por meio de mentes atrofiadas por baixa concentração de proteínas e vitaminas. Fazem protestos e passeatas, alguns idiotas até querem que substituamos o leite de vaca por leite materno, onde as estúpidas voluntárias forneceriam leite para fazer queijo, coalhada etc. Quantas mulheres seriam necessárias? Na mente vegan, tudo isso faz sentido. Ah, mas isso é coisa do PETA e nem todos são escoceses vegans de verdade.

PETA. A entidade mais fundamentalista da religião da Nossa Senhora da Alface. Os xiitas do Brócolis Sagrado, que pensam ser o arauto da Nova Era, oferecendo “a pílula verde” ou alguma metáfora idiota imitando Matrix (deve ser por causa das letrinhas verdes). Uma entidade imbecil que faz comícios com mulheres (nem sempre bonitas) que andam peladas para dizer que não usam peles. Curiosamente, nenhuma delas desfila no norte do Alasca e sim no meio de Nova York, só para chamar a atenção pras suas (nem sempre) gloriosas bundas. Ainda bem que não dependem de usar a cabeça.

Eu particularmente acho o uso de peles algo sem meio significado, mas não apenas pela morte dos animais. Acho sem necessidade mesmo, devido às modernas tecnologias têxteis. De qualquer forma, também não entendo porque alguns idiotas se tatuam completamente ou enchem a cara de piercings. Mas que uma mulher num casaco de vison fica sexy, isso fica (ainda mais se não tiver mais nada por debaixo). Mas lembremos das referências freudianas entre os vegans e as berinjelas.

Para terminar este bloco, recomendo aos vegans que demonstrem seu amor pelos animais oferecendo um grande abraço a uma píton ou a um dragão de Komodo. Eles adoram gente que os defendem e lembrarão que vocês são éticos e lhe devolverão todo o carinho e afeto despendidos para com eles.

TODA A VERDADE SOBRE A SOJA



EVITE A SOJA


Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteínas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade, é mais um conto-do-vigário do qual a maioria é vítima.
É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém os chineses só consumiam produtos fermentados de soja, como o shoyu e o missô. Por volta do século 2 a.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transformá-los em um purê e precipitá-lo usando sais de magnésio e cálcio, formando o chamado queijo de soja ou tofu. O uso desses alimentos derivados de soja se espalhou pelo Oriente, especialmente no Japão. O uso do queijo de soja como fonte de proteína data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H. "Food and biocultural evolution - a model for the investigation of modern nutritional problems", Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987, p. 50).

Antinutrientes
Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde e que recebem o nome de antinutrientes.
Um desses antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteínas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteínas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa glândula quando submetidos a dietas ricas em inibidores da enzima tripsina.
Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos tem seu crescimento e desenvolvimento prejudicados. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que vivem em outros países e adotam as dietas desses países costumam ter uma estatura maior que a média no Japão (Wills, M. R. et al. Phytic acid and nutritional rickets in immigrants. The Lancet, 8 de abril de 1972, p. 771-773).
O efeito inibidor da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir deles, entre os quais os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a cefaléia do tipo tensional e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um desequilíbrio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua fabricação pode aumentar ou perpetuar esse desequilíbrio.
A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de coagulação do sangue e têm propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses indivíduos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.
Tanto a tripsina quanto a hemaglutinina e os fitatos são neutralizados totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente durante a fabricação de tofu.
Os fitatos, ou ácido fítico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas também em todas as sementes, que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como cálcio (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?
Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou esse fato em estudos realizados em países subdesenvolvidos cuja dieta é baseada largamente em grãos (Van-Rensburg et al. Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer. Nutr Cancer, v. 4, p. 206-216; Moser, P. B. et al. Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants. Am J. Clin Nutr, v. 47, p. 729-734; Harland, B. F. et al. Nutritional status and phytate zinc and phytate x calcium zinc dietary molar ratios of lacto-ovo-vegetarian. Trappist monks 10 years later. J. Am Diet Assoc., v. 88, p. 1562-1566).
Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da soja. A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal (El tiney ah proximate composition and mineral and phytate contents of legumes grown in Sudan. Journal of Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, p. 67-78).

Nos demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio, etc.), é possível reduzir bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos com cuidados simples, como deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado (Ologhobo, A.D. et al. Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing. J Food Sci, v. 49, n. 1, p. 199-201).
Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mínimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não tem os seus fitatos totalmente neutralizados.
Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos (Sandstrom, B. et al. Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans. J Nutr, v. 119, n. 1, p. 48-53; Tait, S. et al. The availability of minerals in food, with particular reference to iron. J. R. Soc. Health, v. 103 n. 2, p. 74-77).
Mas geralmente os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que pretendem consumi-lo em lugar da carne! O resultado? Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas e fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteínas e no controle dos níveis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas essencial para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a absorção do zinco mais do que qualquer outra substância (Leviton, Richard. Tofu, tempeh, misso and other soyfoods. The "Food of the Future" - How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, p. 14-15).


Por causa da tradição oriental, a indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de "alimento saudável", sem colesterol, e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudocientíficas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos em programas de TV em rede nacional para consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteína texturizada de soja e a maior sensação do momento: comprimidos de isoflavona de soja. A divulgação na grande mídia desses produtos, de paladar no mínimo duvidoso, como saudáveis tem resultado em uma aceitação cada vez maior deles pela população.


Sabe como se faz leite de soja?
Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas, em troca, danifica a estrutura das proteínas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão (Wallace, G. M. Studies on the processing and properties of soymilk. J Sci Fd Agric, v. 22, p. 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.
A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerígenas. Esse n-hexano reduz também a concentração de um aminoácido importante, a cistina (Berk, Z. Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin, 97. Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, p. 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral - alimentos normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

COMENTÁRIO DE UM EX-VEGANO


Um exemplo especialmente interessante pode ser encontrada no blog Voracious Eats saúde vegan veganismo traz problemas, eu apreciei especialmente a parte onde o autor descreve como se sentiu após a primeira refeição adequada para nossa espécie:

“ Quando o mordi pela ultima vez aguardei, com a certeza que me iria sentir doente.
Eu tinha acabado de devorar parte de um animal morto, a pior coisa que poderia imaginar, com certeza que o meu corpo iria rejeitar esta degradação e eu me iria sentir realmente bem por ser um vegan. Em vez disso, meu rosto estava quente, a minha mente em paz, e meu estômago cheio, mas ... eu procurei uma palavra para descrever o que senti ... confortável..... Percebi que pela primeira vez em meses eu me senti saciado sem o ardor habitual no estômago. Eu só tinha comido um pequeno pedaço de carne de vaca, e ainda assim eu me senti totalmente completo, refrescado de uma vez. Eu deleitava-se com essa combinação nova e inesperada das sensações.”

BIODISPONIBILIDADE DOS NUTRIENTES



Alguns dos cerca de 45 nutrientes que o organismo necessita diariamente têm como principal fonte carnes, ovos, leite e seus derivados. Dependendo do tipo de dieta vegetariana adotada haverá dificuldade de substituí-los em quantidades suficientes. O cálcio, a vitamina B12 e as proteínas, por exemplo, têm como principais fontes os produtos de origem animal.


Mesmo encontrando esses nutrientes nos vegetais e nas leguminosas, nem sempre eles terão as condições ideais para serem absorvidos pelo organismo, característica chamada de biodisponibilidade. O ferro, por exemplo, pode ser encontrado em grande quantidade nas carnes, sendo de fácil absorção. O mesmo nutriente se encontra em alimentos de origem vegetal, como o feijão e os cereais integrais, mas sua biodisponibilidade é baixa. Mesmo assim o aproveitamento do nutriente será menor do que o de origem animal.


- A mulher vegetariana necessita de suplementos vitamínicos e de reforço na dieta ovolactovegetariana, porque só aqui vai buscar nutrientes fundamentais para o desenvolvimento do bebê.


- Crianças vegetarianas também têm tendência a crescer menos.

IDEOLOGIA MEDÍOCRE E HIPÓCRITA

"Comentário do leitor"



Não gosto da Veja, mas o que venho observando é que quando os meios de comunicação falam a favor do vegetarianismo ou veganismo todos os interessados só tecem elogios, e normalmente as matérias são tão tendenciosas quanto as da veja e outras, mas quando falam algo contrário ao tema são crucificados.
O problema não é a OPÇÃO alimentar de cada um, o problema e sério é a mania humana de tentar forçar o próximo a seguir suas ideologias sejam elas religiosas, filosóficas, alimentares etc.
Outro ponto que normalmente e convenientemente se esquecem é que humanos são animais omnivoros, não carnivoros e nem herbivoros mas omnivoros a onivoria é uma vantagem evolutiva, logo ninguém é vegetariano ou carnivoro e sim está momentanenamente nestas condições.
Outra falha grosseira é a insistência em comparar uma dieta vegetariana equilibrada com uma omnivora de fastfood, levando os manipuláveis ao erro.
Quando vejo as cruzadas que muitos fazem muitas vezes de forma violenta contra todos que não compartilham a ideologia fico pensando se isso não é patrocinado pela industria da soja, o que vejo é que muitos trocam uma industria por outra o no final continua na mesma, um monte de manipulados de ambos os lados.


O que ficou claro para mim é uma tentativa de homogenizar a cultura humana, desenvolvendo paradigmas questionáveis e determinando o que é ético e o que não é, ninguém tem esse poder, determinar o que é ético, o que é para vc, talvez não seja para mim, e quem está certo? Depende do ponto de vista, guerras surgem por questões como esta um tentando impor sua ideologia, cultura aos demais, os manipuláveis que se submetem, ótimo, para os que não aceitam perseguição e morte, qualquer semelhança com as cruzadas NÃO é uma mera considência.
O que para mim é muito claro é que em especial quem vive em grandes cidades, por diversos motivos não tem escolhas e são vitimas das industrias, uma enchurrada de informações desencontradas com a única finalidade de confundir o rebanho humano, daí aparecem os ”salvadores ”.
A questão é a espécie humana é omnivora, gostem, aceitem ou não.
Outra questão é existem exemplos no mundo de povos com dietas quase que exclusivamente a base de alimentos de origem animal, mas até onde eu saiba não existem povos com dietas exclusivamente vegetarianas, isso exclui-se tudo o que for direta ou indiretamente extraído de animais e ou que dependem de animais para ser produzidos.
No mundo moderno consumista é fácil ser vegetariano, ingredientes produzidos do outro lado do planeta que naturalmente não prosperariam aqui, usando muito combustível fóssil chegam aqui, e o que não pode ser obtido em quantidades significativas dos vegetais pode ser suplementado artificialmente.
Quem sabe o grande interesse não seja este um grande rebanho humano dependente de suplementos sintéticos.
Bom na medida em que os militantes tentam de forma agressiva ou educada como no seu caso, manipular, coagir com alegações questionáveis isso se torna um desrespeito com quem não compartilha de suas convicções, mesmo que vcs estivessem certos o que eu duvido, (fora que não existe consenso entre os especialistas e pesquisadores mesmo entre os pesquisadores independentes que não recebem verba de nenhuma das industrias interessadas)ainda sim não teriam o direito de impor mesmo que de forma dissimulada sua ideologia.
Não consigo ver nenhuma diferênça da forma com que o vegetarianismo é imposto a de algumas religiões, a forma geral do discurso é muito parecida.
Sempre em discuções com este tema ouço falar da ”industria da carne” e concordo que ela exista, mas escondem a existência da ”industria da soja” e esta também existe, assim como a industria farmaceutica, do entreterimento entre outras, o que eu vejo e muitos também veem, inclusive vegetarianos é que a maioria dos militantes não todos obviamente trocaram a industria da carne pela da soja e outras, traduzindo deixam de comprar o bife porque o boi precisa ser morto no processo e passam a comprar as cópias a base de soja e outros o que não sabem ou fingem que não sabem é que para produzir se faz necessário grandes extenções de terra e muito, muito veneno.
Quero deixar claro que eu não tenho nada contra os vegetarianos, tenho vários amigos nesta condição, lembrando que a espécie é omnivora( e eles tem consciência disso), gosto de vários pratos, menos os que contém soja na composição por motivos ideológicos em primeiro lugar e também porque sou intolerante a leguminosas,conheço vários vegetarianos e como sou um curioso incorrígivel estudei a fundo o tema, só não fiquei convencido, da mesma forma que estudei a fundo várias religiões e nenhuma me convenceu.
A diferença básica entre os vegetarianos que conheço, muitos amigos inclusive é que eles me respeitam e eu os respeito, ao contrário de vários militantes que da mesma forma que fundamentalistas religiosos tentam impor sua ideologia aos demais.




VEGETARIANISMO UMA HIPOCRISIA ALIMENTAR

Hábitos são hábitos, nada mais do que isso. Porque os alimentares haveriam de ser diferente?
O que realmente me faz rir, gargalhar com a força do termo, são as desculpas mais que estapafúrdias para não se comer à bendita carne nossa de cada dia.  Esses argumentinhos enfadonhos de geração saúde classemediana faço ouvidos mocos. Aguento todos a bem da verdade. Mas é também uma oportuna verdade que me mijo de rir com outros múltiplos e chorosos argumentos.
Vamos ao principal argumento dos vegetarianos: “não como carne por causa da tortura animal... por causa do sofrimento dos bichinhos” Hehehe... Muitas risadas... Cínicas risadas. Este é o argumento preferido de onze a cada dez vegetarianos sobre a sua “opção” de não abocanhar suculentos pedaços de carne. O que podemos interpretar disso tudo é: aquilo que não grita pode ser morto, destruído e tudo que o valha. Sim, claro, a lógica é essa. Somos contra a morte dos bovinos, porque afinal de contas os coitadinhos dos bois esperneiam antes de morrer, mas e a alface? Biologicamente não é um ser-vivo igualmente? Entretanto a alface não grita, todas as frutas, legumes e verduras não gritam. Então: destrua a vontade. Todo esse aspecto vegetariano se resumiu, em associações de dor, sofrimento e angústia.
Muitos e muitos “vegetarianos” toleram a carne de peixe, será que é porque o peixe antes de morrer não grita? Já os golfinhos e as baleias, que são mamíferos, gritam e soltam um som agonizante, ai não é mais moralmente aceito que se consuma este animal. Vegetarianismo nada mais é do que uma hipocrisia alimentar.
Respeito àquele que não come carne como o maluco que toma óleo diesel em seu diário ato insano. Ambos livres em suas obras e escolhas. O segundo muito mais sensato por não criar argumentos retóricos de aceitação social para a sua ação.
Não aguento é a valoração moral que se faz da “ação” vegetariana. Santa babaquice querer interferir nos hábitos de outrem, ainda mais nos hábitos alimentares. Coma e deixe comer. Não me venha com seu falso moralismo. Em vez de levantar estas fracas bandeiras contra o consumo de carne, porque não defendemos todos juntos que todo e qualquer cidadão tenha condições financeiras de comprar um bom pedaço de picanha e fazer um delicioso churrasco no final de semana e só não o faça se não o quiser.

HIPOCRISIA DO VEGETARIANISMO

Ao menos uma vez todos já fomos abordados ou observamos propaganda de "defensores dos direitos dos animais", ecomaníacos ou comensais das joaninhas. Desde o ano retrasado eu já insisto e faço propaganda contrária a tais sujeitos, quando defendi o uso de animais na pesquisa científica e no ensino. Nessa segunda etapa de críticas, vou defender até a última gota de suor que puder doar à causa meu direito evolutivamente adquirido de comer carne e de parar de ouvir abobrinhas por aí. Se um indivíduo prefere, por qualquer motivo que fira sua consciência moral, religiosa ou qualquer outra, adotar uma dieta vegetariana ou uma dieta vegan, este tem esse direito, mas, ao contrário do que pareceria democrático, esse direito não deveria servir de pretexto para tentar catequizar o mundo numa nova doutrina baseada em achismos, difamação e dados científicos inexistentes ou incipientes. Não há porque ter pena ou dó dos animais por eles servirem de alimento. Tal compreensão ignora centenas de milhões de anos de evolução, que remontam toda a filogenia da nutrição. O reino vegetal é igualmente evoluído e composto de seres vivos, tal como o reino animal, no entanto, nosso parentesco com seus membros seria menor em grau do que aquele dos bois, porcos, galinhas, etc. Aí teríamos, portanto, uma justificativa para adotar um algoritmo para resolver o problema, estabelecendo uma ordem de permissividade na dieta: nenhuma permissividade para comermos seres humanos, chimpanzés ou gorilas, pouca permissividade para comer porcos e gado bovino, alguma permissividade para comer galinha, e uma boa permissividade para comer peixes, não total, afinal eles também tem coluna vertebral. Engraçado... nosso padrão de condutas, nossa "ética", é modulado no sentido do afrouxamento das rédeas ao passo que nos distanciamos filogeneticamente das "vítimas". Gostaria de saber se quando chegarmos aos moluscos e crustáceos, no exemplo anterior, se isso também aconteceria. Mais ainda, gostaria de saber o pensamento de vegetarianos ao tomarmos albendazol para a eliminação de helmintos do trato gastrintestinal. Que crueldade, não? Os insetos, então? A mais diversificada classe de animais do planeta... Aposto que nem todo mundo tem a curiosidade, como eu, de provar um churrasco de gafanhotos na Tailândia, mas tenho certeza de que todos já mataram baratas e formigas aos milhares. Um genocídio! É muito complicado compreender como entidades como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) maior representante dos "direitos animais", com atuação primária nos Estados Unidos, funciona. Todos querem um tratamento ético para com os animais, isso é óbvio. Temos que ir mais fundo do que a superfície medíocre do aparente nos mostra até entendermos as reais frentes de combate da PETA, que vão desde propagandas em TV e folhetos distribuídos para crianças até atentados terroristas. O lema da associação é a "libertação total dos animais". Então, imaginem desde já o pandemônio: todos os frangos soltos e ciscando por aí, manadas de bois correndo pelas cidades, os porcos grunhindo nas esquinas, etc. Fora isso, eles afirmam que a escravidão ainda não acabou, e comparam o tratamento de frangos em granjas, ou o de gado em fazendas ao de judeus em campos de concentração, no holocausto.
Como escravidão, eles entendem múltiplas situações: cegos sendo guiados por cães-guia (malditos cegos exploradores de animais!), pessoas andando a cavalo, animais em circo, pescaria, e zoológicos, até as próprias abelhas que fazem o mel que impiedosamente roubamos, e a posse de animais de estimação, porque animais não nos devem servir de entretenimento ou companhia.
É, parece que está cada vez pior, mas não chegamos no fundo do poço. A PETA patrocina um braço armado, uma facção terrorista chamada ALF (Animal Liberation Front), que produz estardalhaços, ensinam jovens ativistas a fazer bombas, picham e explodem laboratórios, centros de pesquisa e universidades, por serem também contra a utilização de animais em pesquisa. A hipocrisia se torna mais do que evidente quando descobrimos que a vice-presidente sênior da PETA, MaryBeth Sweetland, utiliza insulina, que foi desenvolvida à custa de vidas de animais. A mulher se justifica: "Eu sou uma diabética dependente de insulina. Duas vezes por dia eu uso insulina manufaturada que ainda contém alguns produtos de origem animal - e eu não tenho remorso... Eu não vou assumir o risco de me matar por não usar insulina. Eu não me vejo como uma hipócrita. Eu preciso da minha vida para lutar pelos animais". Se isso não é hipocrisia, é pelo menos burrice, ignorância, charlatanice, incompetência e um atentado à inteligência alheia. Outro ponto bastante interessante. A PETA "resgata" bastantes cães e gatos do poder público, como canis e centro de controle de zoonoses,
ou das ruas. No entanto, eles matam, sim... A PETA, Pessoas pelo tratamento ético dos animais, assassinam em seus aposentos 85% dos animais que recuperam. Usando o mesmo tipo de analogia que eles utilizam, pensando da mesma maneira que eles pensam: seria equivalente a eu sair pelas ruas de São Paulo com uma frota de ônibus e enchê-los todos com crianças abandonadas. E eu procuraria pais adotivos para todas. Quando não houvesse mais pais disponíveis, eu as colocaria todas para "dormir eternamente" e eliminaria seus corpos. Ético? Provavelmente não. Hipócrita? Com certeza.
Vamos acabar com essa palhaçada: se não tivéssemos utilizado animais, nunca teríamos vacinas para: cólera, difteria, gripe, influenza, hepatites A e B, pólio, rubéola, varíola, tétano, catapora, febre amarela, antrax, entre outras. Não teríamos insulina, penicilina,
estreptomicina, antiinflamatórios, analgésicos, anticoagulantes, quimioterápicos, ciclosporina, marcapassos, juntas mecânicas, transplante de órgãos, além de outras cirurgias. Devemos pensar na utilização de animais, tanto para a dieta, quanto para o desenvolvimento de novos medicamentos e da própria Ciência, como um direito inalienável, pelo qual somente as mesmas pessoas que lutam contra a liberdade poderiam lutar. Uma dieta vegetariana é caracterizada pela retirada de carne de
animais do cardápio, podendo essa fonte de proteína ser substituída de maneira aceitável, mas não ideal, pela ingestão de leite e ovos, no entanto, há também a dieta vegan, que é caracterizada pela "conduta de extrema esquerda" do vegetarianismo, ou seja, estas pessoas evitam todo e qualquer produto que contenha ingredientes de origem animal, como ovos ou leite. Agora fazer um bolo ou uma torta ficou muito mais complicado... A alegação deles é de que galinhas e vacas cuja produção de ovos e leite estejam baixando, são sacrificados, e uma das buscas do veganismo é o cuidado e o amor com os animais, sem explorá-los jamais.
Um dos principais agentes do veganismo é o Vegan Acion que para justificar um tratamento igualitário com os animais divide justificativa em três frentes: pelos animais, pelo ambiente e pela saúde. Três frentes de pensamento conduzidas ardilosamente com malandragens e mentiras. A primeira delas, "pelos animais", só consegue justificar uma intervenção pela crueldade das fazendas mecanizadas, querem evocar um sentimento de pena que evolutivamente nunca existiu, e nem sequer mencionam como deveriam se portar os candidatos a vegans com relação a outras espécies menos complexas, como a barata, por exemplo. Matar uma barata seria um crime vegan? Não sei. E eles utilizam aquelas fotos de galinhas sendo mortas e de "porquinhos fofinhos", como propaganda... Sentimentalismo barato. A segunda frente, "pelo ambiente" é uma babaquice antropológica sem tamanho. Eles criticam a agropecuária, e afirmam que essa é uma
atividade humana predatória ao meio ambiente. Esquecendo-se completamente de que, se estamos aqui hoje, e se a espécie humana domina este planeta, foi porque ancestrais dominaram a técnica de agricultura e passaram a criar seu próprio rebanho, deixando de ser nômades. Se conseguissem enxergar a um pouco mais de um palmo para frente e para trás na história, a consciência dos vegans só estaria limpa se o mundo fosse varrido de toda a intervenção humana ao longo dos nossos poucos milhares de anos de civilização, pois modificamos de sobremaneira a casa dos nossos "irmãozinhos", os animais. Coitados deles.
O último apelo, "pela saúde", busca um último recurso, apelar para o amor próprio, pelo apego à existência, deixando um pouco de lado a ideologia de tratar igualitariamente os animais. O que eles afirmam, de maneira mentirosa e citando de maneira amadora e grotesca apenas um artigo científico, é que proteínas animais estão associadas a doenças
como as do coração, câncer de cólon e de pulmão (!?!), doenças renais, obesidade, entre outras. Também afirmam que leite faz mal, por conter mais gordura do que precisamos, e que ovos matam do coração, por ter colesterol. Tudo isso: uma grande palhaçada. O único artigo de algum respeito que eles supostamente tomam como base tem como título: "Potassium, magnesium, and fruit and vegetable intakes are associated with greater bone mineral density in elderly men and women." Alguém leu qualquer coisa sobre proteína animal? Não... e de fato o artigo nem entra nesse mérito. A única relação que o artigo quantifica é da ingestão de potássio, magnésio, frutas e vegetais com a densidade mineral óssea (bone mineral density) que é chamada pelo autor de BMD. Isso tudo só mostra o descompromisso científico da entidade. O que se busca é apenas o convencimento de uma parcela ignorante da população, que não consegue contestar os
argumentos mentirosos apresentados.
Terminando meus pensamentos, gostaria de ressaltar apenas o seguinte ponto: a grande diferença entre minhas convicções (e intuitivamente,da maioria da população) e aquelas dos vegetarianos e vegans maisconvictos está no ponto de que eu penso que a espécie humana domina oplaneta terra, teve uma grande capacidade de modificar o ambiente,fazendo com que este estivesse sempre a seu favor. Construíram
cidades, monumentos, veículos, vestimentas e outros objetos, ao passoque os animais e outros seres vivos foram subjugados a esta novarealidade. Os meus adversários pensam que de nada vale todo o esforçohumano até então, que os animais merecem viver tanto quanto nós,afinal, eles também são seres vivos.Toda forma de vida merece respeito. E o respeito real que devemos tercom os animais é cumprir com o destino natural deles, seja comomontaria, como alimento ou como fonte para o avanço da ciência, com osanimais de experimentação. Ninguém é a favor da crueldade, comoinsistem em afirmar. Por último, fica para vegetarianos e vegans umdesafio: seguir uma dieta que não contenha nenhum ser vivo, nuncatomar nenhum remédio, morar na montanha ou na selva, não usarvestimentas, e nunca admirar o som das aves nem a beleza da selva, pois essas todas seriam maneiras egoístas de agir, seja pela nossa alimentação, nossa vida, nosso lazer ou admiração. Só assim serão
capazes de "respeitar" completamente a vida, tarefa para a qual se
dispuseram de maneira tão cega e surda e, por que não dizer, estúpida.